Federação PT, PV e PCdoB deve eleger 2 deputados federais e 4 estaduais em MS

Foto IA

A Federação Brasil da Esperança (composta por PT, PV e PCdoB) já definiu as balizas de sua estratégia eleitoral em Mato Grosso do Sul para as eleições de outubro. Sob a liderança do deputado federal Vander Loubet, o bloco de centro-esquerda projeta a conquista de até duas cadeiras na Câmara dos Deputados e entre três e quatro vagas na Assembleia Legislativa (Alems).

O plano de gestão de Loubet aposta na descentralização e no fortalecimento interno, levando as reuniões da Executiva para o interior do estado, atualizando o cadastro de filiados e ampliando a militância ativa. O objetivo final é pavimentar alianças amplas e estruturar palanques competitivos para o pleito deste ano.

O cenário na disputa Federal

De acordo com a mais recente pesquisa do Instituto Ranking Brasil Inteligência, realizada entre 1º e 5 de junho de 2026, a disputa pelas vagas na Câmara dos Deputados mostra um cenário equilibrado dentro da federação.

O atual presidente da sigla, Vander Loubet, lidera as intenções de voto com 2%, seguido de perto pela também deputada federal Camila Jara, que soma 1,9%. O ex-prefeito e atual vereador Marquinhos Trad aparece com 1,3%. Mais abaixo pontuam Sandro Omar (0.5%), a advogada Gisele Marques (0,2%) e o vereador Elias Ishi (0,15%). Com base nesses números, a probabilidade calculada é que a federação eleja de 1 a 2 deputados federais.

A corrida para a Assembleia Legislativa

Para a Assembleia Legislativa, onde o bloco projeta eleger de 3 a 4 deputados estaduais, o ex-governador Zeca do PT lidera a preferência com 0,55%, emparelhado com o professor Tiago Botelho, que registra 0,50%.

A bancada atual e novos nomes aparecem na sequência: a deputada estadual Gleice Jane (0,25%), o deputado estadual Pedro Kemp (0,20%), a vereadora Luiza Ribeiro (0,20%) e Josenildo Ceará (0,20%). O vereador Jean Ferreira (0,15%), Edinho Quintana (0,10%), Luso Queiroz (0,10%) e Alberto Inácio Lula (0,05%) completam a lista de intenções dentro da federação.

Entenda o cálculo

Para transformar o desejo do eleitor em mandatos definitivos, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) adota o sistema proporcional, que cruza o desempenho coletivo da federação com a votação individual dos candidatos. O cálculo é dividido em três fases:

  • 1. O Quociente Eleitoral (QE): É a “nota de corte” do pleito. É obtido dividindo-se o total de votos válidos (excluindo brancos e nulos) pelo número de cadeiras em disputa. Determina quantos votos são necessários para que o grupo garanta sua primeira vaga.
  • 2. O Quociente Partidário (QP): Mede o tamanho inicial da bancada. Divide-se a votação total da federação (soma de todos os candidatos mais os votos na legenda) pelo Quociente Eleitoral (QE). O número inteiro resultante indica as vagas diretas conquistadas.
  • 3. A Distribuição das Sobras: As vagas restantes são distribuídas por médias matemáticas sucessivas. No entanto, existem as chamadas Cláusulas de Barreira: para disputar as sobras, a federação precisa atingir pelo menos 80% do QE. Além disso, para tomar posse, o candidato individual precisa obter, de forma nominal, no mínimo 10% do QE, evitando o efeito “carona” de candidatos sem expressão popular.

Dados da Pesquisa

A amostragem foi realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência entre os dias 1º e 5 de junho de 2026. Foram entrevistados 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, cobrindo 30 municípios de Mato Grosso do Sul. A pesquisa utiliza metodologia quantitativa com entrevistas pessoais e via sistema CAT, apresentando um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Os registros oficiais na Justiça Eleitoral são MS-06874/2026 e BR-03768/2026.

Facebook
Twitter
WhatsApp

Leia Também