O modelo proporcional é a engrenagem do sistema eleitoral brasileiro que vai definir as vagas para deputados estaduais e federais no pleito de 2026. Diferente do formato majoritário — adotado para cargos do Executivo e Senado, onde o mais votado vence —, a proporcionalidade busca garantir o equilíbrio de ideias e o fortalecimento dos blocos partidários. Dessa forma, as cadeiras no Legislativo são calculadas com base na votação global obtida por cada sigla ou federação, operando além do desempenho isolado de cada político.
Intenção de Voto Espontânea
Por meio da abordagem espontânea — na qual o participante cita seu nome de preferência de forma livre, sem o auxílio de cartões ou listas —, o estudo identificou as lideranças políticas mais fixadas no imaginário do eleitorado para cada grupo. O instituto encarregado seguiu rigorosamente os critérios científicos de amostragem, fazendo os devidos enquadramentos por cotas e faixas para espelhar com precisão a diversidade do público e a distribuição geográfica no estado.
Disputa por Vagas na Assembleia Legislativa
Dentro da Federação Brasil da Esperança (composta por PT, PV e PCdoB), o deputado estadual Zeca lidera a lista de intenções com 0,55%. Logo em seguida aparecem o professor Tiago Botelho e a vereadora Luiza Ribeiro, ambos empatados com 0,50%.
Na sequência da contagem, os deputados estaduais Pedro Kemp e Gleice Jane registram 0,25% cada um. O levantamento aponta ainda Josenildo Ceará com 0,20%, Luso Queiroz somando 0,15%, Edinho Quintana com 0,10%, o vereador Jean Ferreira também com 0,10% e Alberto Inácio Lula fechando a lista com 0,05%.

Disputa por Cadeiras na Câmara dos Deputados
Na corrida pelas vagas federais dentro do bloco PT, PV e PCdoB, a deputada federal Camila Jara aparece na dianteira, registrando 1,85%. Ela é seguida de perto pelo vereador Marquinhos Trad, que alcançou 1,7%, e pelo deputado Vander Loubet, com 1,5%. Na sequência figuram Sandro Omar, marcando 0,55%, Gisele Marques, com 0,25%, e Roberto Matheus, com 0,2%.

Detalhes Técnicos e Amostragem
Validada perante a Justiça Eleitoral, a pesquisa conta com os registros oficiais MS-06247/2026 e BR-09350/2026 junto ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com realização assinada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência.
A amostragem consistiu na entrevista de 2.000 moradores de Mato Grosso do Sul, englobando cidadãos de 16 anos ou mais, coletados no período entre 29 de junho e 3 de julho do ano corrente. O campo de coleta envolveu 30 municípios do estado. O nível de confiança estabelecido para o estudo é de 95%, operando com uma margem de erro padrão de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Padrão Metodológico
A pesquisa utilizou uma metodologia essencialmente quantitativa, que cruzou questionários aplicados cara a cara com o sistema CAT (entrevistas por telefone gerenciadas por software). A estrutura de perguntas foi direcionada a um extrato que representa fielmente o perfil do eleitorado sul-mato-grossense.
É sempre importante ressaltar que os levantamentos eleitorais funcionam como um termômetro do momento exato em que os dados são coletados. Trata-se de um retrato provisório e dinâmico, que pode passar por modificações profundas à medida que a campanha eleitoral ganha as ruas.
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