Com base sólida, PSDB de MS projeta eleger até 4 deputados estaduais e 1 federal

Pesquisa registrada sob os números MS-06247/2026 e BR-09350/2026

IA

Nas eleições pelo sistema proporcional no país, o voto recebido por um candidato vai além da sua individualidade, alimentando diretamente o quociente de sua legenda. É o somatório dos votos obtidos por todo o grupo que estabelece o número de cadeiras que cada sigla conquistará no Parlamento.

Diante desse cenário, o PSDB de Mato Grosso do Sul reajustou suas metas e agora prevê garantir uma das 8 cadeiras do estado em Brasília. A confiança dos tucanos ampara-se no novo entendimento jurídico do Supremo Tribunal Federal (STF) a respeito do rateio das vagas remanescentes (as sobras das urnas).

O impacto do STF

Para entender a mudança de rumo do PSDB, é necessário observar o funcionamento do modelo proporcional. A deliberação do STF modificou radicalmente as barreiras de exclusão na distribuição das sobras.

O Antigo Modelo (Artigo 109): Até a nova interpretação da Suprema Corte, a partilha dos assentos que sobravam ficava travada pela rígida “Cláusula 80/20”:

  • Barreira por Partido (80%): O partido político precisava obrigatoriamente atingir ao menos 80% do Quociente Eleitoral (QE) local para poder pleitear qualquer vaga residual.
  • Barreira por Candidato (20%): O político precisava ter uma votação nominal de, no mínimo, 20% do QE para assumir a cadeira.
  • A Exclusão: As agremiações que não alcançassem a meta de 80% do QE ficavam totalmente de fora da contagem final, direcionando essas vagas remanescentes para os partidos de maior porte.

Considerando o QE projetado em 180 mil votos federais para Mato Grosso do Sul, o formato anterior exigia que a sigla alcançasse pelo menos 144 mil votos (os 80% do QE) para entrar na disputa pelas sobras. Com o fim dessa exigência determinado pelo STF, o PSDB agora disputa as vagas residuais em condições de igualdade com os demais.

Assembleia Legislativa

No levantamento de nomes para deputado estadual dentro da Federação PSDB/Cidadania, Pedro Caravina lidera com 1,60%. Na sequência aparecem Paulo Duarte, com 1,20%, o parlamentar municipal Silvio Pitú, com 1,15%, e o vereador Flávio Cabo Almi, registrando 1,10%.

Mais adiante estão Eduardo Rocha (ex-secretário de Estado), somando 0,60%, Adonis Marcos, com 0,25%, o ex-prefeito Ângelo Guerreiro, com 0,20%, a deputada Lia Nogueira, marcando também 0,20%, seguidos por Poliana Ferro (0,10%) e Maurício Helpis (0,10%).

Câmara Federal

Para o cargo de deputado federal, o mais lembrado dentro da Federação PSDB/Cidadania é o vereador Professor Juari, obtendo 1,2%. A vice-prefeita de Corumbá, Bia Cavassa, vem logo atrás com 0,7%, seguida por Dheinifer Martins, com 0,35%, e pela ex-secretária estadual Viviane Luiza, com 0,30%. Encerram a contagem Natal Gonzaga, registrando 0,25%, e Puka Valdez, com 0,15%.

Especificações da Pesquisa

O estudo estatístico foi devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob as identificações MS-06247/2026 e BR-09350/2026, elaborado pela equipe da Ranking Brasil Inteligência.

O instituto colheu depoimentos de 2.000 eleitores sul-mato-grossenses, com idades a partir de 16 anos, no intervalo de 29 de junho a 3 de julho deste ano. O trabalho de campo cobriu 30 municípios do estado. A pesquisa apresenta um grau de confiabilidade de 95%, com margem de erro estimada em 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

Modelo Metodológico

A metodologia empregada foi a quantitativa, associando entrevistas feitas pessoalmente com o formato CAT (coleta de dados telefônica gerenciada por computador). Aplicou-se um questionário padronizado a um extrato proporcional e fiel do eleitorado de Mato Grosso do Sul.

Cabe ressaltar que pesquisas eleitorais expressam a percepção momentânea dos entrevistados durante o período de realização das entrevistas. Elas mostram a fotografia do momento e podem passar por transformações visíveis ao longo do período oficial de campanha.

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