Avante quer triplicar bancada na Assembleia Legislativa de MS

Foto IA

O Avante carimbou Mato Grosso do Sul como peça estratégica dentro do seu tabuleiro nacional para as eleições de outubro. Em um ato político de peso na Câmara Municipal de Campo Grande, o partido oficializou o deputado estadual Lídio Lopes como o novo presidente do diretório estadual. O evento contou com a presença marcante do escritor e médico psiquiatra Augusto Cury — pré-candidato da legenda à Presidência da República —, além do presidente nacional da sigla, o deputado federal Luiz Tibé.

A vinda de Cury a MS serviu como combustível para mobilizar a base partidária regional. Com o comando nas mãos de Lídio Lopes, o Avante local passa a concentrar esforços na modelagem das chapas de candidatos e mira, prioritariamente, a ampliação de seu espaço na Assembleia Legislativa (Alems).

Intenção de votos desenha favoritismo interno

Os dados da pesquisa mais recente do Instituto Ranking Brasil Inteligência, coletados entre 1º e 5 de junho de 2026, mostram que o redesenho da chapa deu competitividade ao grupo. A expectativa interna, respaldada pelos números, é que o Avante garanta entre 2 e 3 deputados estaduais na próxima legislatura.

O recém-empossado presidente da sigla, Lídio Lopes, puxa a fila das intenções de voto no partido com 0,70%, seguido de perto pelo Dr. Ruy Costa, que pontua com 0,65%. Na sequência, um bloco competitivo aparece tecnicamente empatado: Rogério Rohr (0,35%), Glaucia Iunes (0,35%) e Aurélio Bonatto (0,35%).

O cenário dentro do Avante é completado por Oswaldo Meza (0,25%), Humberto Figueiró (0,15%), o vereador Leinha (0,10%), Evander Vendramini (0,05%) e Vanildo Neves (0,05%).

Como as intenções viram mandatos

As vagas para deputados seguem o sistema proporcional do TSE, calculado em três etapas:

  • 1. Quociente Eleitoral (QE): É a “nota de corte”. Divide-se o total de votos válidos pelo número de cadeiras na Casa. Define o mínimo de votos que o partido precisa para garantir a primeira vaga.
  • 2. Quociente Partidário (QP): Define as cadeiras diretas. É o total de votos da sigla (candidatos + legenda) dividido pelo QE. O número inteiro indica a bancada inicial.
  • 3. Sobras e Barreiras: As vagas restantes são distribuídas por médias matemáticas. Para disputar, o partido deve atingir 80% do QE de forma coletiva, e o candidato precisa de pelo menos 10% do QE de votos nominais para assumir.

Metodologia da Pesquisa

A amostragem foi realizada pelo Instituto Ranking Brasil Inteligência entre os dias 1º e 5 de junho de 2026. Foram entrevistados 2.000 eleitores com 16 anos ou mais, cobrindo 30 municípios de Mato Grosso do Sul. A pesquisa utiliza metodologia quantitativa com entrevistas pessoais e via sistema CAT, apresentando um intervalo de confiança de 95% e margem de erro de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos. Os registros oficiais na Justiça Eleitoral são MS-06874/2026 e BR-03768/2026.

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